sábado, 14 de novembro de 2009

RORAIMA VIVE A BEIRA DE UM APAGÃO

No norte, extremo norte, além do equador estamos nós interligados por ar, terra e rio. Pelo ar somos servidos por três empresas aéreas, TAM, GOL e META, essa última regional. A TAM atende com um vôo no horário de meio dia e a GOL no horário noturno. A META que opera com aviões menores não suportou a concorrência e opera atualmente em vôos para o país vizinho no trecho Boa Vista Georgetown. Essas empresas praticam preços entre Boa Vista e Manaus a seu bel prazer e mesmo assim estão sempre lotados. Nos restam o acesso rodoviário práticado por uma única concessionária ou duas, como quiserem - UNIÃO CASCAVEL e AMATUR. Ambas dependem da BR - 174 e como sabemos já foram investidos alguns milhões de reais e ela continua sem suportar uma chuva mais rigorosa. Em algumas situações as próprias empresas realizam os reparos, tipo tapa buraco, para garantir a prestação dos seus serviços. O rio, usado anteriormente para transportar mercadorias foi praticamente esquecido, tanto pela demora como também pela falta de navegabilidade em maior parte do ano devido ao baixo nível das águas do rio branco. A energia, importada da Venezuela, antes tida como um grande feito e que teria resolvido nossos problemas, pelo menos durante 20 anos, começa a ser mais um motivo de preocupação. Por lá, pais de HUGO CHAVES, está faltando energia para uso dos próprios venezuelanos. Esse é apenas um problema.
Em algumas oportunidades, artigos e até debates no canal 20 - Gazeta/TV ATIVA, alertei que a energia vinda da Venezuela, 200 megawats atende hoje com sobras uma demanda doméstica, porém não atende a uma demanda indústrial. Não devemos esquecer que existe um projeto aprovado e que poderão ser instaladas indústrias de processamento na Zona de Processamento para Exportação -ZPE. Muitos podem não acreditar, do mesmo jeito que não acreditam na implantação de fato da ALC, mas que pode sim torna-se realidade. A energia vinda da Venezuela, vem através de um linhão, não sendo possível a paralização do sistema para serviços de manutenção. Se for necessário parar o sistema por qualquer motivo, inclusive acidente, é bastante provável que ficaremos um bom tempo sem energia. Quem tiver motores para suprir a falta de energia se safará, quem não tiver poderá amargar grandes prejuízos.
A tão esperada banda larga vem também pela venezuela.
Se derrepente os produtores resolvessem produzir em larga escala grãos entre outros produtos, descubriremos que o estado não tem nunhuma capacidade de armazenamento e aí teremos que recorrer a instalação de cilos improvisados, como já ocorreu em épocas passadas.
Com essas poucas considerações, posso concluir que o estado de Roraima vive permanentemente a beira de um apagão logístico. Até quando?

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