segunda-feira, 15 de junho de 2026

RECORDAR PARA NÃO COMO TUDO COMEÇOU!ESQUECER!!

O Programa Social que Ajudei a Idealizar em Roraima

Por Rudson Leite

Os programas de transferência de renda fazem parte da história política e social de Roraima há mais de duas décadas. Pouca gente sabe, porém, que a ideia que deu origem ao atual programa social do Estado surgiu em 2002, a partir de uma proposta que apresentei ao então governador Flamarion Portela.

Como Tudo Começou

No dia 9 de abril de 2002, poucos dias após assumir o Governo de Roraima em razão da renúncia de Neudo Ribeiro Campos para disputar o Senado Federal, Flamarion Portela concedeu entrevista ao programa Forró Forrado, apresentado por Renan Beckel, na Rádio Tropical FM.

Durante a entrevista, o governador pediu sugestões de projetos que pudessem ser implantados em sua administração. Ao ouvir seu apelo, apresentei um projeto que eu já havia elaborado há algum tempo.

Naquela época, a assistência social era realizada por meio da distribuição de pequenas cestas básicas no Palácio 31 de Março, atual Palácio Senador Hélio Campos. Os produtos eram limitados, de qualidade discutível e nem sempre atendiam às necessidades reais das famílias.

Minha proposta era substituir esse modelo por um sistema mais moderno e eficiente: a entrega de cartões magnéticos para que os beneficiários pudessem escolher os produtos de que realmente precisavam, respeitando suas prioridades e necessidades. A única restrição seria a compra de bebidas alcoólicas e cigarros.

O Nascimento do Vale Alimentação

Menos de um mês depois, em 2 de maio de 2002, o Governo do Estado instituiu, por meio do Decreto nº 4.735-E, o programa Vale Alimentação.

O benefício era de R$ 30,00 e atendia mais de 42 mil pessoas em todo o Estado, sendo cerca de 25.857 na capital e 17 mil no interior.

A iniciativa representou uma mudança significativa na política de assistência social de Roraima, ao permitir que as famílias tivessem mais autonomia sobre suas compras e necessidades básicas.

As Mudanças ao Longo dos Anos

Com o passar do tempo, o programa sofreu diversas alterações e mudanças de nome.

Após a cassação de Flamarion Portela, o governador Ottomar de Souza Pinto assumiu o governo e rebatizou o benefício como Vale Solidário.

Posteriormente, durante a gestão de José de Anchieta, o programa passou a se chamar Crédito Social, com a distribuição do benefício em dinheiro.

Na administração de Suely Campos, o programa foi inicialmente suspenso para revisão cadastral e depois retomado.

Atualmente, o benefício é conhecido como Cesta da Família e atende aproximadamente 50 mil famílias em todo o Estado.

Uma Reflexão Necessária

Sempre acreditei que programas sociais são fundamentais para amparar famílias em situação de vulnerabilidade. Foi exatamente esse o objetivo que inspirou a proposta que apresentei em 2002.

No entanto, também acredito que o sucesso de um programa social não deve ser medido pelo aumento constante do número de beneficiários, mas pela sua capacidade de reduzir a dependência das famílias em relação ao auxílio governamental.

Quando mais pessoas conseguem emprego, renda e independência financeira, significa que a economia está funcionando e que as políticas públicas estão produzindo resultados duradouros.

Programas sociais devem ser uma ponte para a dignidade e a autonomia, e não um destino permanente. O verdadeiro desenvolvimento acontece quando as filas diminuem porque as oportunidades aumentam.

Passados mais de vinte anos, continuo acreditando que esse deve ser o principal objetivo de qualquer política pública de transferência de renda: ajudar as pessoas a superar dificuldades temporárias e construir um futuro melhor por meio do trabalho, da geração de renda e do crescimento econômico.

quinta-feira, 11 de junho de 2026

UMA VIDA DEDICADA A RORAIMA

Rudson Leite - Presidente PV
Minha história se confunde com a própria história do desenvolvimento de Roraima.

Nasci em Boa Vista e vivi minha infância entre o Orinduque e o Uiramutã, região de rara beleza natural e berço de muitas das lembranças que moldaram meu caráter. Sou filho de Rafael Galdino da Silva, potiguar de Pau dos Ferros (RN), e de Irenilde Leite da Silva, maranhense de Barra do Corda (MA), dois brasileiros simples que me ensinaram o valor do trabalho, da honestidade e da perseverança.

Cresci em uma família numerosa, composta por nove irmãos, onde aprendemos desde cedo a dividir responsabilidades, superar dificuldades e valorizar cada conquista.

Aos oito anos de idade, enfrentei uma jornada que simboliza a realidade de muitos roraimenses daquela época: uma viagem de cinco dias em um Jeep-100 para chegar a Boa Vista. Foi o início de uma nova etapa de vida e também de uma caminhada marcada pela determinação.

Comecei a trabalhar aos 12 anos de idade. Naquele tempo, ajudar no sustento da família era uma necessidade e uma demonstração de responsabilidade. Trabalhei no plantio de grama na Praça do Garimpeiro, fui funcionário da Drogafarma e, aos 16 anos, ingressei na Secretaria de Agricultura do então Território Federal de Roraima.

Tive o privilégio de acompanhar de perto importantes momentos da ocupação produtiva do estado. Vi nascer projetos agrícolas, colônias e iniciativas que ajudaram a transformar áreas isoladas em municípios que hoje impulsionam a economia roraimense. Também participei da implantação da Estação de Piscicultura do Santa Teresa, projeto pioneiro que se tornou referência na produção sustentável e que continua beneficiando gerações.

Aos 19 anos, fui aprovado em concurso público para a Telecomunicações de Roraima (Telaima), onde permaneci por 14 anos. Nesse período, atuei em diversas funções técnicas e de gestão, adquirindo experiência e conhecimento que fortaleceram minha visão sobre planejamento, administração e desenvolvimento.

Em 1990, iniciei minha trajetória política movido pela convicção de que a participação popular e a boa política são instrumentos capazes de transformar a realidade das pessoas. Desde então, atuei como dirigente partidário, candidato e defensor de causas voltadas ao desenvolvimento de Roraima.

Em 2002, apresentei ao então governador Flamarion Portela uma proposta que viria a se transformar no programa Vale Alimentação. A iniciativa tornou-se uma das maiores políticas de transferência de renda da história do estado, beneficiando milhares de famílias ao longo dos anos.

Em 2014, fui eleito suplente do senador Telmário Mota e, em junho de 2018, tive a honra de assumir uma cadeira no Senado Federal. Mesmo em apenas quatro meses de mandato, apresentei importantes projetos de lei voltados ao combate à corrupção, à proteção ambiental, à valorização dos servidores de fronteira, ao fortalecimento do esporte e da cultura, à defesa dos animais e ao aperfeiçoamento da legislação brasileira.

Também apresentei proposta para regulamentar a interiorização de migrantes em situações de crise humanitária, defendendo que a responsabilidade pelo acolhimento seja compartilhada entre todos os entes da Federação, preservando a dignidade humana e garantindo equilíbrio entre os estados brasileiros.

Minha caminhada foi construída com trabalho, dedicação e amor por Roraima. Vivi as transformações do nosso estado, participei de projetos que ajudaram a impulsionar seu crescimento e continuo acreditando que o desenvolvimento só é verdadeiro quando alcança as pessoas e melhora suas vidas.

Mais do que cargos ou mandatos, meu maior patrimônio é a confiança daqueles que acompanharam minha trajetória e sabem que sempre procurei servir com responsabilidade, respeito e compromisso com o povo de Roraima.

Essa é a história de um filho da terra que nunca deixou de acreditar no potencial do seu estado e na força do seu povo.

segunda-feira, 8 de junho de 2026

A ELEIÇÃO SUPLEMENTAR EM RR VIROU UMA NOVELA MEXICANA

Após a cassação de Antonio Denarium no TRE-RR, o caso subiu para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Diante do julgamento, Denarium renunciou para mirar o Senado, deixando o vice Edilson Damião no cargo. Em 30 de abril, o TSE cassou Damião e tornou Denarium inelegível. Como a nova eleição foi marcada para 21 de junho de 2026, a data estourou os prazos de desincompatibilização (de 3, 4 e 6 meses) da Lei Complementar 64/90, atingindo em cheio quem ocupava cargos públicos.

A partir daí, uma enxurrada de recursos tentou barrar os candidatos Arthur Henrique e Antônia Pedrosa das urnas e do horário eleitoral.

Para entender o que acontece agora com a candidatura de Arthur Henrique, confira o resumo do cenário jurídico:

O que significa a candidatura sub judice de Arthur Henrique?

Com base no Artigo 16-A da Lei das Eleições (Lei 9.504/97), a defesa do candidato garantiu sua permanência na disputa. Na prática, isso significa que:

  • Campanha mantida: Arthur continua na disputa sub judice e pode fazer propaganda no rádio, TV e ruas.
  • Nome na urna: O eleitor poderá votar nele no dia 21 de junho.
  • Votos congelados: Os votos recebidos por ele serão computados em separado e não entram no cálculo dos votos válidos de imediato.
  • Contabilidade da eleição: Para fins de vitória (50% + 1 dos votos), a Justiça Eleitoral só considerará os votos válidos nominais dos outros candidatos. Votos brancos, nulos e os de Arthur (enquanto impugnado) ficam de fora.

Quais são as chances reais de Arthur Henrique?

Para que os votos de Arthur sejam validados no futuro, seus recursos precisam reverter totalmente a impugnação atual.

O caso envolve matéria constitucional e já tramita no TSE e no Supremo Tribunal Federal (STF). Contudo, o ministro Flávio Dino já emitiu manifestação prévia sobre o tema, o que torna o cenário altamente desfavorável. Juristas apontam que dificilmente a candidatura de Arthur Henrique prosperará nos tribunais superiores.

Resta saber quem sairá vencedor nas urnas — e nos tribunais — no dia 21 de junho.

P.S. A candidata do PT Antônia Pedroso foi substituída dentro do prazo legar por NELITA FRANK.

 

sexta-feira, 22 de maio de 2026

O MITO DOS 10 BILHÕES: ENTENDA A REAL SITUAÇÃO FINANCEIRA DE RORAIMA

Rudson Leite - Adm
Uma declaração recente do ex-governador Antônio Denarium acendeu o debate político em Roraima. Em um vídeo que circula nas redes sociais, ele afirma: “Quando deixei o cargo de governador do estado de Roraima, no dia 27 de março de 2026, deixei nas contas do governo do estado, mais de 10 bilhões de reais”.

À primeira vista, a cifra impressiona. No entanto, uma análise técnica e fria dos números mostra que a realidade do caixa do estado é bem diferente daquela que o cidadão comum imagina ao assistir ao vídeo.

Onde está esse dinheiro? Desmistificando os R$ 10 bilhões

O grande problema da fala do ex-governador é a falta de distinção entre o montante bruto global e a disponibilidade financeira real para o custeio do estado. O valor mencionado está dividido da seguinte forma:

  • R$ 8,27 bilhões (Fundo de Previdência): Este dinheiro pertence exclusivamente aos servidores aposentados e àqueles que ainda vão se aposentar. Trata-se de uma verba carimbada e blindada por lei; o governo não pode tocar nela para pagar fornecedores, obras ou despesas correntes.
  • Mais de R$ 2 bilhões (Caixa Descentralizado): Este valor engloba a arrecadação própria, convênios com o governo federal e empréstimos bancários vinculados a projetos específicos de todas as secretarias.

A conta não fecha: O peso do orçamento mensal

Dizer que o atual governador tem R$ 10 bilhões à disposição para gerir o estado é uma ilusão. Para entender o tamanho do desafio fiscal de Roraima, basta olhar para o orçamento aprovado pela Assembleia Legislativa para o exercício de 2026:

  • Orçamento Anual: R$ 9,92 bilhões
  • Custo Mensal Estimado: Cerca de R$ 826,6 milhões

Mesmo se os R$ 2 bilhões das contas das secretarias estivessem totalmente livres para uso — o que não estão, por conta dos repasses vinculados —, esse montante seria suficiente para cobrir pouco mais de dois meses de despesas do estado.

A realidade do caixa livre: R$ 54 milhões

O cenário ganha contornos mais dramáticos quando analisamos a transmissão final do cargo. O governador interino, Soldado Sampaio — que assumiu o comando do estado após o período de 34 dias em que o vice-governador Edilson Damião Lima esteve no poder —, revelou uma realidade dura: ao assumir, a conta corrente de livre movimentação do Governo do Estado de Roraima (GER) contava com apenas R$ 54 milhões.

Para um estado que gasta mais de R$ 800 milhões por mês, um saldo de R$ 54 milhões em conta corrente acende o sinal de alerta para a governabilidade e para a manutenção dos serviços públicos essenciais.

O histórico de socorros federais

A fragilidade das contas de Roraima não é novidade. Vale lembrar que, no final de 2018, quando o próprio Antônio Denarium assumiu o Executivo logo após o decreto de intervenção federal, a União precisou injetar R$ 225 milhões emergenciais nos cofres públicos apenas para sanear as contas, quitar salários atrasados e evitar o colapso da segurança e da saúde.

Conclusão

Na política, a forma como os números são apresentados pode criar realidades paralelas. Anunciar que deixou R$ 10 bilhões em caixa sem explicar que a maior parte desse dinheiro pertence à previdência dos servidores induz o público ao erro. A transparência na gestão fiscal é o único caminho para que a população compreenda a verdadeira saúde financeira do nosso estado.

quinta-feira, 7 de maio de 2026

ARTHUR HENRIQUE PODERÁ OU NÃO SER CANDIDATO NA ELEIÇÃO SUPLEMENTAR?

Foto:Ermenegildo Ataíde
Roraima vive um momento político sem precedentes. Com a cassação da chapa Antônio Denarium e Edilson Damião, o estado se prepara para uma eleição suplementar marcada para o dia 21 de junho de 2026. No entanto, o que se vê nos bastidores não é apenas uma disputa por votos, mas uma batalha feroz de interpretações da lei.

A grande questão que paira sobre o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RR) é: quem realmente tem o direito de estar na urna?

O Efeito Dominó da Indivisibilidade

A regra é clara no Artigo 91 do Código Eleitoral: a chapa majoritária é uma só. Se a cabeça foi cortada, o corpo cai junto. Por essa lógica, Edilson Damião enfrenta um obstáculo quase intransponível. Como o TSE consolida que quem deu causa à anulação não pode se beneficiar dela para concorrer novamente, a tentativa de Damião de se desvincular das irregularidades de Denarium esbarra na própria natureza da chapa única. Além disso, o fato de ter exercido o mandato até abril o coloca em rota de colisão direta com a exigência de desincompatibilização de seis meses.

Arthur Henrique e a Tese do Desequilíbrio

O caso do ex-prefeito Arthur Henrique é, talvez, o mais sensível. Embora tenha se afastado da Prefeitura de Boa Vista em 2 de abril para concorrer nas eleições ordinárias de outubro, o calendário da eleição suplementar de junho retroage os prazos.

Para que houvesse equilíbrio e respeito ao Art. 14, § 6º da Constituição, o afastamento deveria ter ocorrido em 21 de dezembro de 2025.

  • O argumento contra: Ao governar a capital até abril, Arthur usufruiu da máquina pública e da vitrine política dentro do período proibido para quem disputa o governo em junho.
  • A polêmica da Resolução: Pode uma Resolução do TRE (584/2026), que fala em afastamento 24 horas após a convenção, atropelar o prazo de seis meses da Constituição Federal? No Direito, a hierarquia das normas diz que não.

O "Filtro" da Filiação Partidária

Não bastasse a guerra dos cargos, há a barreira partidária. Nomes como Gerlane Baccarin e outros que mudaram de legenda na "janela" de março/abril encontram-se em um limbo. Para a eleição de outubro, estão regulares. Para a de junho, não possuem os seis meses de filiação exigidos (que venceriam em dezembro de 2025).

A tentativa do partido Democracia Cristã (DC) de flexibilizar isso via Mandado de Segurança no TSE é o último suspiro de candidaturas que, legalmente, nasceram mortas para este pleito suplementar.

Conclusão

A eleição de 21 de junho corre o risco de ser decidida nos tribunais antes mesmo de chegar ao eleitor. Se a Justiça Eleitoral mantiver o rigor constitucional, o quadro de candidatos será drasticamente reduzido. Flexibilizar prazos agora não seria apenas uma "ajuda" a este ou aquele candidato, mas um precedente perigoso que fere o princípio da igualdade de chances.

Roraima precisa de estabilidade, e ela só virá se as regras do jogo forem aplicadas com o mesmo peso para todos.

terça-feira, 28 de abril de 2026

NÃO AO ÓDIO GRATUITO

A frase “nunca permita que alguém te influencie a odiar uma pessoa que nunca te fez nada” convida à reflexão, especialmente no cenário político atual.

No caso de Luiz Inácio Lula da Silva, observa-se um sentimento de rejeição muito intenso por parte de alguns setores da sociedade. No entanto, é importante questionar: esse sentimento nasce de experiências concretas ou é resultado de narrativas construídas ao longo do tempo?

Em uma democracia, a crítica é não apenas válida, mas necessária. Nenhum líder está acima de questionamentos.

Por outro lado, quando a crítica se transforma em ódio absoluto, perde-se a capacidade de diálogo e análise racional.

Refletir sobre a origem das nossas opiniões é essencial.

Afinal, pensar por conta própria ainda é um dos maiores atos de liberdade.

quinta-feira, 23 de abril de 2026

FIM DA ESCALA 6 X 1: DIGNIDADE OU RISCO ECONÔMICO? O BRASIL DIANTE DE UMA ESCOLHA HISTÓRICA

O Brasil está diante de uma das discussões mais importantes das últimas décadas no mundo do trabalho: o fim da escala 6x1.

Para milhões de trabalhadores, isso significa o fim de uma rotina exaustiva — trabalhar seis dias seguidos para descansar apenas um. Para outros, especialmente empresários, surge a preocupação com custos e sobrevivência dos negócios.

O debate ganhou força após proposta do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pretende reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas e ampliar o descanso dos trabalhadores, sem redução salarial.

Mas afinal: estamos falando de avanço social ou risco econômico?

O que está em jogo?

A escala 6x1 não é apenas um modelo de trabalho — ela representa uma lógica antiga, criada em um Brasil que já não existe mais.

Hoje, o trabalhador enfrenta: Longas jornadas;

Deslocamentos cansativos.

Pressão psicológica constante

Nesse cenário, manter apenas um dia de descanso semanal parece cada vez mais incompatível com a realidade.

Qualidade de vida X custo Brasil:

Defensores da mudança argumentam que o fim da escala 6x1 pode:

Melhorar a saúde mental

Aumentar a produtividade

Reduzir afastamentos por doenças

Gerar novos empregos

Por outro lado, críticos alertam:

Aumento de custos para empresas

Impacto no comércio e serviços

Risco para pequenos negócios

A verdade é que ambos os lados têm razão — o desafio está no equilíbrio.

E Roraima? O impacto é ainda maior.

Em estados como Roraima, o impacto dessa mudança tende a ser mais intenso.

Isso porque a economia local depende fortemente de:

Comércio,

Serviços

Setor público:

Ou seja, justamente os setores que mais utilizam a escala 6x1.

Qualquer mudança na jornada de trabalho terá efeito direto na economia local — e também na vida de milhares de trabalhadores.

Uma decisão que vai além da economia

O fim da escala 6x1 não é apenas uma pauta econômica — é uma escolha de modelo de sociedade.

Queremos um país que priorize apenas produtividade ou também qualidade de vida?

Essa é a pergunta que o Brasil precisa responder.

Conclusão

O debate está apenas começando, mas uma coisa é certa:

essa será uma das pautas mais importantes das eleições de 2026.

E quem entender o sentimento da população — especialmente do trabalhador comum — estará um passo à frente.

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RECORDAR PARA NÃO COMO TUDO COMEÇOU!ESQUECER!!