A direita vinha aguardando o comando de seu líder, Jair Bolsonaro, em meio a inúmeras especulações. Circulavam os nomes do próprio Bolsonaro e, em sua impossibilidade jurídica, surgiam como alternativas Tarcísio de Freitas (SP), Romeu Zema (MG), Ronaldo Caiado (GO), Michelle Bolsonaro, além dos filhos Eduardo e Flávio Bolsonaro.
Ontem, 05/12, o suspense acabou. O anúncio veio do próprio escolhido: Flávio Bolsonaro, o filho “número um”. Ele será o pré-candidato a presidente indicado pelo pai.
Na prática, aconteceu exatamente o que eu já havia comentado em um post anterior: Bolsonaro escolheria um de seus filhos, ganhando ou perdendo a eleição. A estratégia é simples e clara — manter seu eleitorado fiel preso a ele, Jair Bolsonaro, mesmo estando condenado e preso. Na cabeça do ex-presidente, sua aposta é que até 2030 recuperará seus direitos políticos e poderá voltar como candidato, preservando seu capital político por meio da candidatura de Flávio.
O problema é que parece que ele esqueceu de combinar com três atores fundamentais: os eleitores, o mercado e o próprio grupo político, que não recebeu bem a escolha.
A reação foi imediata. Assim que o nome de Flávio foi confirmado, a Bolsa de Valores despencou 7 mil pontos, um recado claro de que essa não era a candidatura preferida pelo mercado, que via em Tarcísio de Freitas um nome mais confiável.
O fato é que a direita, que já enfrentava dificuldades para encontrar rumo e unidade, agora terá um trabalho ainda maior: juntar os cacos.
Enquanto isso, as pesquisas divulgadas até agora mostram Lula 15 pontos à frente de Flávio Bolsonaro, o que representa aproximadamente 18 milhões de votos de vantagem. Se a eleição fosse hoje, Lula venceria ainda no primeiro turno.
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