Eu venho de um tempo em que ir à igreja não era escolha — era parte da vida.
Fiz primeira comunhão no Uiramutã, cresci na igreja Batista Regular de Boa Vista, aprendi Bíblia na escola dominical, respeito com os mais velhos e o valor de tomar a bênção.
Crescemos enquanto o mundo mudava: do telex ao celular, do silêncio ao barulho infinito da internet.
Hoje, a fé compete com a informação na palma da mão.
E muitos jovens já não encontram na igreja o que antes encontrávamos: direção, abraço, sentido.
Enquanto isso, padres e pastores se perdem em disputas políticas, viram bandeiras, viram lados.
E quando a fé vira palanque, o amor vira distância — e os irmãos viram inimigos.
Está na hora de acordar.
A igreja precisa voltar a ser ponte, e não muro.
Precisa voltar a ser evangelho, e não ideologia.
Precisa voltar a ser casa de paz, e não arena de guerra.
Porque, no fim, a tecnologia pode mudar tudo —
mas não pode mudar aquilo que só o coração entende:
a fé que acolhe, cura e une.
Nenhum comentário:
Postar um comentário