sábado, 26 de abril de 2025

BRASIL: FICA DE OLHO! O JOGO GEOPOLÍTICO POR TRÁS DOS CORREDORES DA INTEGRAÇÃO E DA AMAZÔNIA

Por Rudson Leite

Presidente do Partido Verde de Roraima

Nos últimos anos, a América do Sul vem sendo palco de uma nova corrida geopolítica. Sob o discurso técnico da “integração regional”, grandes projetos de infraestrutura avançam com promessas de desenvolvimento, mas escondem intenções que podem comprometer a soberania de nossos países — em especial, a do Brasil.

Em artigo recente na Gazeta do Povo, o jornalista Leonardo Coutinho descreve o que chama de “rotas da submissão”. Segundo ele, obras bilionárias que deveriam promover o progresso sul-americano estão, na prática, abrindo caminhos para atender à demanda chinesa por matérias-primas. O chamado corredor bioceânico, que liga o Atlântico ao Pacífico cortando o Brasil ao meio, pode transformar o continente em mero exportador de riquezas naturais — enquanto a China se consolida como potência industrial e tecnológica.

Mas há outro corredor, menos discutido e potencialmente mais perigoso: o Corredor Ecológico Triplo A (Andes–Amazônia–Atlântico).
A proposta, apresentada como uma iniciativa ambiental, pretende criar uma faixa contínua de 500 quilômetros de largura conectando o norte do Brasil à Venezuela, Colômbia, Guianas, Suriname, Equador e Peru. A justificativa oficial é nobre — proteger a biodiversidade amazônica —, mas a dimensão do projeto e os interesses internacionais por trás dele levantam uma questão inevitável:
estamos protegendo a Amazônia ou entregando seu controle disfarçadamente?
Um corredor ecológico tradicional tem entre 50 e 1.000 metros de largura, o suficiente para o deslocamento da fauna. O Triplo A, com 500 quilômetros, representa um território inteiro sob influência estrangeira, justamente sobre áreas ricas em minérios estratégicos, biodiversidade e aquíferos. E não é coincidência que EUA, Inglaterra e França estejam entre os maiores defensores dessa proposta.
Por trás da retórica ambiental, parece surgir um plano geopolítico de ocupação indireta da Amazônia — um controle ecológico com fachada de preservação.

A história recente mostra que as grandes potências nunca desistiram de intervir onde há recursos. A volta de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos reacende o alerta. Desde o primeiro dia de mandato, ele fala abertamente em ampliar o território americano, citando inclusive a Groenlândia, o Canal do Panamá e o próprio Canadá. Ideias que soam absurdas, mas que revelam uma visão expansionista e pragmática — e que pode se estender à América do Sul.

Enquanto isso, o Brasil precisa enfrentar a tentação de ceder sua soberania em troca de acordos e financiamentos. Nossa Amazônia não é uma terra sem dono nem um laboratório internacional. É parte essencial do nosso território e da nossa identidade.
Defendê-la significa defender o direito de decidir o nosso próprio futuro, sem tutelas externas — sejam elas de Pequim, Washington, Londres ou Paris.

É claro que o desenvolvimento sustentável e a cooperação internacional são necessários. Mas não há sustentabilidade sem soberania.
A verdadeira proteção ambiental nasce quando o Brasil assume o protagonismo na gestão da floresta, com ciência, tecnologia e valorização dos povos da Amazônia.

Por isso, é hora de estarmos atentos. O futuro da Amazônia — e da própria independência brasileira — está sendo desenhado agora, nas entrelinhas de projetos com aparência ecológica ou integradora.

Brasil, fica de olho.
A submissão começa quando aceitamos que outros decidam o que fazer com o nosso chão.

Um comentário:

Janete disse...

Tu só esqueceu de mencionar aí q tudo isso tem a articulação do Lula, c grande parte de financiamentos bancados p Brasil, mancomunado c outros governos latino-americanos corruptos, a fim de desviar dinheiro nessas obras superfaturadas, a exemplo de toda a corrupção desvendada pela Lava Jato, né? E tudo isso p atender aos objetivos da China, um governo comunista q tbm só quer se dar bem às custas de países trouxas e subdesenvolvidos, c a ajuda dos corruptos do momento. Triste isso!

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