quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

RORAIMA, TERRA DO JÁ TEVE

foto: google
Eram muitas as fazendas tradicionais que existiam em Roraima, principalmente na região norte fincadas entre as serras. Eu ainda era criança quando morei na região do Uiramutã mais ainda é viva a lembrança. Lembro-me bem que vivíamos entre o Orinduque, Canã, Ailã e Uiramutã. Era assim mesmo, naquele tempo ainda não existia o município de Uiramutã.
Saindo do Orinduque passava-se pela fazenda do senhor AMORIM GOGÓ e sua esposa de dona CONSOLA. Dava gosto ver as farturas que serviam às mesas  naquelas fazendas e  com muita alegria os amigos eram bem recebidos. É o que se pode dizer, não existia miséria. As mesas eras completas: qualhada, bolo de vários sabores, paçoca, banana, leite fresco, queijo qualho e de manteiga, manteiga de garrafa, tapioca, beiju, cuscuz, bolinho de milho, bolinho de trigo, bodó, vinho de buriti, abacada e isso só no café da manhã, melhor dizendo, no SEGURA PEITO. Era comum garimpeiros de passagem encherem suas matulas e seguirem viagem. Tudo de graça. Era assim em todas as fazendas da região.
Quem não se lembra das festas de interior, forró pé-de-serra, do tipo arrasta-pé regada a muita cerveja, vinho, cachaça, caipirinha e até caxiri, tudo no ritmo da brincadeira onde todo mundo se conhecia. Se não faltavam bebidas, comida também não. Churrasco sempre foi o prato principal isso sem falar nas galinhas caipiras, leitão, caças e até galinha de praia, tudo a vontade.
Aprovação em vestibular era festa certa, sem hora pra acabar e comida na largura da boca.
Bem diferente são as festas de hoje em dia, novos tempos, onde tudo é pago e comida de graça só se for muito amigo do dono da casa.
Festas, fazendas e mesas fartas como antigamente, só mesmo na memória dos que viveram naquela época.

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