Roraima: O Paradoxo entre a Ideologia Política e a Dependência do Estado
Roraima e Santa Catarina hoje
caminham lado a lado como os estados mais à direita e alinhados ao bolsonarismo
no Brasil. No entanto, quando colocamos o eleitorado roraimense diante do
espelho da realidade econômica, o resultado é um paradoxo de difícil compreensão.
Se analisarmos friamente as ações
de governo sob os modelos capitalista e socialismo/progressista no Brasil, os
dados mostram que o lado progressista entregou resultados mais tangíveis para a
nossa região.
A Realidade da Dependência
Federal
Não é segredo para ninguém:
Roraima é um estado altamente dependente da União. Nossa economia gira em torno
dos repasses constitucionais. Saúde, educação, segurança e o pagamento de
servidores dependem diretamente de Brasília. Além disso, grande parte da nossa
mão de obra é sustentada por recursos federais.
Seja através do PAC, de convênios
ou de emendas parlamentares, a verdade é uma só: a maioria das obras que vemos
em solo roraimense nasce de recursos do governo federal. Nas prefeituras, o
cenário se repete: elas gerenciam programas sociais federais e executam obras
com verbas que vêm de fora.
Habitação: Onde o Social se
Torna Realidade
A diferença entre os modelos de
gestão fica nítida quando falamos de moradia popular. Historicamente, os
governos que mantêm o olhar no social são os de esquerda.
- Nos governos do PT (Lula e Dilma): Foram
construídas mais de 7 mil casas em Roraima.
- No governo Bolsonaro: Durante quatro
anos, não vimos uma única casa popular ser erguida.
- No atual governo Lula: Já ultrapassamos
a marca de 3.500 novas unidades.
O Sucesso da ALC e o Fracasso
da ZPE
No mesmo ano, ganhamos a ZPE
(Zona de Processamento de Exportação). Infelizmente, a falta de capacidade
das gestões municipais que passaram por Boa Vista impediu sua instalação. Em
2020, perdemos essa ferramenta vital.
Conclusão: Uma Oportunidade
Perdida
Hoje, estamos ao lado de vizinhos
como Guiana e Venezuela, que somam 27 milhões de consumidores. No entanto, por
falta de visão estratégica e excesso de ideologia, ficamos sem a ferramenta
necessária para impulsionar nossa indústria e exportar nossos produtos.
Roraima vive hoje um conflito:
vota com o coração na direita, mas sobrevive com os investimentos da esquerda.
Até quando ignoraremos os números em favor das narrativas?


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